A ABTTC é uma entidade que, quando de sua fundação em 29.11.1976,
congregava empresas que tinham se especializado no transporte rodoviário de
contêineres.
Com o decorrer do tempo, parte dessas empresas passou a investir em áreas
localizadas nas proximidades do porto de Santos, que funcionavam como bases
operacionais, buscando propiciar um melhor rendimento para seus caminhões de
estrada.
Com o crescimento da utilização de contêineres, as instalações portuárias
passaram a ter problemas de espaço físico para o armazenamento das unidades,
sobretudo as que chegavam vazias ao porto e, em conseqüência, novas áreas foram
sendo ocupadas por novas empresas para atender à demanda de contêineres vazios
ou com cargas de exportação.
As empresas foram se especializando e, com isso, uma nova atividade foi-se
incorporando ao dia-a-dia da nossa região, aparecendo daí as atividades de
serviços retroportuários.
Uma vez que muitos dos associados estavam envolvidos nessa nova atividade, a
ABTTC passou a focar suas ações nesse segmento, sendo que boa parte deles
habilitou-se para atuar como REDEX, que é um local, sob controle aduaneiro,
onde são manipuladas e desembaraçadas mercadorias em regime de exportação.
Para se ter uma idéia da importância dos recintos REDEX no comércio
internacional brasileiro, importante parcela do movimento de contêineres com
cargas de exportação, transita pelos terminais retroportuários localizados nas
regiões de portos organizados e a ABTTC , com muita luta, tem buscado defender
os interesses das empresas que atuam nesse segmento.
Em fase de expansão, a ABTTC vem buscando ampliar essa atuação para os
principais portos brasileiros, através da abertura de Delegacias Regionais,
inclusive pleiteando assentos nos CAP´s desses portos.
Entende que o segmento será o verdadeiro pulmão dos portos brasileiros, onde os
espaços estão cada vez mais escassos, uma vez que a tendência é que as áreas de
porto sejam utilizadas apenas para as operações de navios, ficando o
armazenamento para o retroporto. Significativa parcela das empresas que atuam
como “terminal molhado” já vislumbrou essa realidade e hoje também estão
instaladas no retroporto, sobretudo no porto de Santos.
|