No dia 30 de março, a Associação Brasileira dos Terminais Retroportuários e das Empresas Transportadoras de Contêineres (ABTTC), representada por seu presidente, Luiz Alberto Azevedo Levy Jr, e pelo diretor Rogério Oliveira, participou de reunião com o secretário de Assuntos Portuários e Emprego de Santos, Bruno Orlandi.
O encontro teve como pauta principal o andamento e o cronograma das obras na região da Alemoa, conduzidas pela empresa responsável, com previsão de conclusão até outubro deste ano. Durante a reunião, foram analisados os impactos das intervenções na logística local e, consequentemente, em toda a operação do porto.
A ABTTC destacou que, após muitos anos de espera, as obras representam um avanço importante para a região, com potencial de melhoria significativa no fluxo operacional. No entanto, a entidade ressaltou que a Alemoa ainda enfrenta graves gargalos estruturais, decorrentes da falta de investimentos mais robustos ao longo dos anos.
Um dos principais pontos levantados foi a condição da pavimentação, foi enfatizado que as atuais ações de tapa-buraco, da forma como vêm sendo executadas, não atendem adequadamente às demandas do tráfego pesado e acabam gerando desperdício de recursos. Ficou acordado que a ABTTC e a Prefeitura irão avançar conjuntamente na busca por soluções mais eficazes e duradouras para a pavimentação da região.
O secretário Bruno Orlandi informou que a solução completa envolvendo drenagem e pavimentação da Alemoa pode demandar investimentos na ordem de R$ 200 milhões, valor que possivelmente extrapola a capacidade orçamentária municipal. Ainda assim, a ABTTC reforçou que não é suficiente investir apenas nos acessos, sem resolver as condições internas da Alemoa, consideradas críticas.
Outro tema abordado foi a previsão de uma nova obra ferroviária, a ser realizada pela Autoridade Portuária de Santos (APS), nas proximidades da Brasil Terminal Portuário (BTP). O secretário se comprometeu a organizar uma nova reunião com a APS para aprofundar o tema.
A reunião também tratou da preocupação do setor com o atual cenário operacional, incluindo questões como custo do diesel, contingências e gargalos logísticos. Nesse contexto, foi sugerida a ampliação do diálogo a Autoridade Portuária para melhor definição dos critérios e momentos de acionamento de contingências, hoje concentrados principalmente entre a APS e operadores portuários.
A ABTTC ainda destacou a necessidade de maior flexibilidade nas janelas operacionais da BTP, sugerindo a ampliação em pelo menos uma hora, como forma de mitigar os impactos dos gargalos externos e internos enfrentados pelos transportadores.
Por fim, Bruno Orlandi reforçou o compromisso de manter diálogo contínuo com a ABTTC, colocando-se à disposição para participar de reuniões estratégicas do setor portuário e ampliar a articulação com os governos municipal, estadual e federal. Também foi discutida a importância de maior alinhamento de agendas, visando fortalecer a atuação conjunta em prol de soluções estruturantes para o Porto de Santos.
A ABTTC seguirá acompanhando de perto os desdobramentos e reforça seu compromisso com a melhoria das condições operacionais e logísticas da região portuária.
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