Produtores e entidades explicam que se não há necessidade de novas compras, em uma época em que a valorização dos equipamentos está alta, é melhor não fazer a aquisição
Com as taxas de juros lastradas no preço do mercado internacional, a compra de novas máquinas fica cada vez mais difícil. Devido aos preços elevados nos maquinários, alguns agricultores têm adotado a estratégia em Mato Grosso de tentar garantir que não falte equipamentos para não comprometer o caixa. Esse plano se resume em três pilares: improviso, criatividade e reciclagem.
Segundo o agricultor, Thiago Strapasson, nesta temporada ele perdeu uma máquina, a qual não tinha seguro. E isso se tornou mais difícil em conseguir as peças. “Para nós, ela vai ter um custo de R$ 1 milhão para voltar a trabalhar”, comenta o produtor.
Nesta safra, Thiago cultivou 1.350 hectares de soja e 1,2 mil de milho segunda safra, em sua propriedade em Vera, médio-norte do estado. Ele explica que o dinheiro recebido durante a safra é para tentar restaurar a máquina. E com isso, fazer funciona-lá, tendo em vista que uma nova tem o preço mais alto.
Para o presidente do Sindicato Rural de Lucas do Rio Verde, Marcelo Lupatini, toda vez que precisam comprar uma peça o custo sobe em 4%, 5% e até 10% o que causa uma grande diferença no caixa do produtor. “Hoje, está nos preocupando. Era uma parte do manejo que não tinha tanta preocupação e agora está começando a ficar pesado”, pontua Lupatini.
Orientação para os produtores
O presidente da Associação de Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT), Fernando Cadore, comenta que os preços tiveram um aumento exorbitante e que isso, não condiz com os custos.
Paulo Roberto Zen, presidente do Sindicato Rural de Nova Mutum, comenta que é preciso fazer muita conta para comprar uma máquina nova hoje em dia. Um vez que os preços são por dólares.
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